水曜日, 12月 12, 2007

Serviço Mensal Representativo de Dezembro

© Karina Naomi Nomoto

Realizando animadamente o Otefuri

© Karina Naomi Nomoto

Participantes do Yohaishiki

No dia 9 de dezembro, foi realizado o Serviço Mensal Representativo (Yohaishiki) da Sede Missionária Dendotyo do Brasil, com a participação de quase 30 pessoas. O Serviço foi realizado animadamente com todos os instrumentos em harmonia e união espiritual de todos que estavam realizando a Dança Sagrada (Otefuri).

Após o Serviço, tivemos as palavras de agradecimento do Responsável do Alojamento, sr. Kuwamura, agradecendo pelo empenho de todos pela realização mensal do Yohaishiki, e que no ano que vem, em 2008, possamos realizar mensalmente como neste ano.


© Karina Naomi Nomoto

Almoço de Confraternização

Tivemos o almoço de confraternização, e posteriormente, foi realizado um animado “bingo”, em agradecimento a todos. Onde a sorte foi lançada, alguns com sorte outros com azar, mas independente disso, a alegria de ver todos recebendo os presentes, o sorriso de satisfação, nos faz sentir cada dia mais o caloroso amor parental de Deus-Parens e Oyassama.

© Karina Naomi Nomoto
A hora mais aguardada, o Bingo

Neste ano, procuramos realizar em todos os meses o Serviço Mensal Representativo da Sede Missionária Dendotyo do Brasil. E é com grande satisfação e dedicação de todos os envolvidos nesse objetivo que conseguimos realizar neste ano em todos os meses.


No ano que vem, em 2008, também nos dedicaremos e esforçaremos em realizar mensalmente o Yohaishiki, para não esquecer as nossas raízes brasileiras e principalmente a dedicação dos primeiros desbravadores que se empenharam de corpo e alma em prol do Caminho. E é por essa dedicação, que hoje podemos sentir a grandiosidade da Sede Missionária Dendotyo do Brasil, que podemos estar aqui em Jiba, estudando e dedicando as sementes de sinceridade com tranqüilidade sem nos preocuparmos tanto com "isso" ou "aquilo".


Vamos sempre agradecer aos nossos antepassados e também procurar trilhar o nosso próprio caminho como verdadeiros yoboku. Agradecemos a todos que se empenharam na realização do Yohaishiki neste ano, e contamos com a colaboração de todos para o ano que vem, pois sem vocês, seria muito difícil realizar o Yohaishiki.

木曜日, 12月 06, 2007

Curso para Sucessores

Como já informamos anteriormente, desde agosto deste ano até abril do ano que vem, está sendo realizado o Curso para Sucessores. Que dentre muitas pessoas, alguns brasileiros já realizaram este curso, em japonês, e entrevistamos um deles, o sr Toshimitsu Kosaka, que atualmente trabalha no Departamento de Missões Exteriores da Tenrikyo – Divisão de Tradução. Para nos contar um pouco sobre o que é o curso, o seu dia a dia, entre outras curiosidades.

O que você achou do curso?
Toshimitsu - O curso em si é muito proveitoso. As palestras são de muito bom conteúdo, e as experiências do palestrante são as que mais me chamaram a atenção. Por que digo sobre as experiências, é por que acredito que são onde nós podemos aprender mais e se porventura depararmos com algo parecido, saberemos como passar e refletir da melhor maneira possível sobre a situação.
As opiniões diversificadas dos participantes também nos ajudam a refletir sobre o nosso cotidiano e prática diária do Caminho. Todos são seguidores do Caminho, mas cada um em seu lugar e posição diferente em relação ao Caminho, mas acredito que todos estão direcionados a melhorar aquilo que tem dificuldade em praticar, todos procurando se ajudar, querendo melhorar a si próprio e buscando a melhor forma de ajudar as pessoas a sua volta.

Houve alguma atividade da sua Igreja-mor antes ou depois do curso?
Toshimitsu - Sim, antes de irmos ao alojamento do curso, nos reunimos no próprio alojamento, onde encontramos todos os participantes da mesma edição da Igreja-mor.
Tivemos orientações e explicações sobre a postura durante o curso.
Após o encerramento, nos reunimos novamente no alojamento, e realizamos uma reflexão sobre o curso, somente com as pessoas da Igreja-mor. Recebemos orientações sobre a conduta espiritual após concluir o curso, do Condutor da Igreja-mor, e depois durante o almoço, um bate-papo “descontraído” sobre o curso.

Como é a rotina do curso? É cansativa?
Toshimitsu - Os 3 dias de curso são variados, há dias que são puxados e dias que não. No primeiro dia, foi muito tranqüilo, ouvimos primeiramente as palavras do Shimbashira, e depois palestras e deliberação entre os participantes. No segundo dia, as atividades começaram bem cedo, com aulas, vídeos, deliberações e palestras, a mudança de local das aulas também foi constante nesse dia, mas nada que seja cansativo, pois os locais são todos próximos.
No terceiro e último dia, já desde cedo, muito antes do Sol raiar, já deixamos as malas prontas e saímos para o Serviço Matutino, tivemos vídeo e deliberação, e retornamos somente após a cerimônia de encerramento, com a palestra do Diretor do Departamento de Assuntos Administrativos, Massahiko Iburi.
No geral, o curso em si não é cansativo, e sim corrido, pois a programação é seguida ao pé da letra, os horários são seguidos à risca, para que o planejamento não tenha alterações, creio que não seja nada de difícil acompanhar. Para alguns pode ser que pareça corrido, por não estarem acostumados com essa rotina, mas acredito que como são apenas três dias, não haverá nenhum problema de adaptação.

O que você menos gostou do curso?
Toshimitsu - Não é o que não gostei, mas é em relação ao horário da janta. Jantar às 16 horas da tarde é um pouco complicado, pois desregula o sistema digestivo, mas como são apenas três dias, não tem o que reclamar.
Realmente não tenho o que reclamar, por que os encarregados, estavam se dedicando ao máximo e dando toda infra-estrutura e tranqüilidade para podermos fazer o curso sem nos preocuparmos com nada. Só temos que agradecer a dedicação de todos.

Que dica você daria aos brasileiros que irão participar do curso em janeiro?
Toshimitsu - Procurar descansar bem, e dormir bem durante a noite, pois as aulas e palestras são muito longas, e se não estiver bem descansado, com certeza irá dormir durante a aula, então o importante é procurar dormir no horário e descansar bastante. Além do que, em Janeiro vai estar muito frio, procurar se agasalhar bem, principalmente durante a manhã.

Se fosse possível, você faria em língua portuguesa?
Toshimitsu - Sim, pois os sentimentos são diferentes, muitas vezes o que realmente queremos falar, nós não conseguimos nos expressar em japonês da forma que eles possam entender. Claro que, nem entre brasileiros não conseguimos transmitir corretamente o que pensamos, mas pelo fato de serem brasileiros, ficamos mais tranqüilos, já que podemos utilizar de várias expressões para transmitir o que desejamos.

木曜日, 11月 22, 2007

Salvação à bordo no transnacional - noticiada na Coréia e no Japão

O navio Ferry estava exatamente no limite marítimo do Japão com a Coréia quando uma gestante no último mês entrou em trabalho de parto e a bolsa rompeu. A bordo, nenhum médico nenhuma enfermeira. Correu para o quarto da gestante uma senhora coreana, e ao ver a palidez no rosto da gestante ministrou-lhe imediatamente o Sazuke e iniciou os preparativos para o parto. Quando ecoou o choro saudável do menino, tripulação e passageiros que até então estava aflita, gritou de emoção. Em 37 anos de ponte marítima esta foi o primeiro nascimento à bordo na divisa marítima entre os dois países.

Dia 27 de fevereiro. O navio parte de Pusan às quatro horas. A sra. I-Sug-Kii 59 anos estava à bordo para chegar, 18 horas depois no porto de Osaka e regressar a Jiba, desta vez acompanhando a nora, gestante de seis meses para receber a Permissão do Parto Feliz.
Tendo sido salva há trinta anos de uma hepatite aguda, Sra I sempre trilhou na divulgação e e salvação, considerando a viagem marítima, uma maneira de divulgar ainda mais os ensinamentos. Com vento forte e ondas violentas, sua preocupação estava na gestação de sua nora quando de repente, ocorreu um fato de extrema emergência. "uma gestante acaba de entrar em trabalho de parto, por favor, há algum médico à bordo? há algum enfermeiro a bordo?" era anunciado repetidas e repetidas vezes. Com quatro horas de viagem no mar, não se via outra opção a não ser nascer à bordo. E não havia ninguém que se apresentasse como médico. Quando, das 303 pessoas a bordo apenas uma pessoa correu para ver a gestante.
Eu só pensei: "Preciso ministrar o Sazuke!!" E como já tinha presenciado partos, diz que tem experiência principalmente nos serviços da salvação onde encontra muitas gestantes.

No quarto da gestante, algumas comissárias jovens e muito aflitas por não terem a experiência do parto. A gestante, 39 anos, nacionalidade japonesa, casada com coreano, mãe de segunda viagem, estava voltando para casa dos pais para ter o segundo filho, quando a bolsa se rompeu. E ainda, o bebê estava com o cordão em volta do pescoço. Ao ver a palidez no rosto dela, sra. I logo pressentiu que era um parto de risco. E disse aos ouvidos da gestante: "Eu sou uma seguidora da Tenrikyo, Pode confiar que Deus-Parens com certeza fará nascer!" E começou a ministrar o Sazuke.

Trinta minutos após o Sazuke, o choro de nascimento fez vibrar o quarto e o feliz nascimento foi anunciado em todo o navio.
(Tenri jiho 25 nov 2007)

金曜日, 11月 09, 2007

Excelente, excelente!


(Koji Sato, Omiti no Joushiki, Tenrikyo Doyusha)

Guenjirou Fukaya (primeiro condutor da igreja-mor Kawaramachi) era um ferreiro da cidade de Kyoto, honesto por natureza e que gostava de coisas alegres.
A ferraria fazia produtos de qualidade com preços razoáveis e por isso vinham encomendas até de locais distantes da cidade. Entretanto, Genjirou não tinha tino comercial e se alguém pedia algum desconto ele comumente negava dizendo que “Excelente, não precisa comprar que estou satisfeito”.
Atraído pela deusa-viva que canta e dança, desde os primórdios do Caminho já se tornara seguidor. Entretanto, no princípio, para Genjirou o Caminho era apenas mais uma das inúmeras religiões em que ele acreditava.
A mudança aconteceu no ano de 1882. Durante o trabalho na ferraria uma fagulha em brasa pulou no seu olho. Genjirou rezou prometendo que se fosse salvo dedicaria a vida toda a Deus. E então recebeu a graça da cura, depois disso passou a seguir fervorosamente e em qualquer dificuldade sempre dizia:
-Excelente! Que excelente!
Vendo isso, todos passaram a denominá-lo de Kekkou Gen-san (o senhor Gen excelente).
Por exemplo, na época das chuvas em junho de um certo ano, em Kyoto choveu continuamente por dois meses. Alguns jovens achando que, sobre esse fato, nem Genjirou seria capaz de dizer que é excelente, vieram perguntar de brincadeira:
- Senhor Genjirou, tem chovido muito, não é?
- É mesmo, isso é excelente.
-... Está chovendo durante 60 dias, porque é excelente?
- É excelente porque chove durante sessenta dias. Imagine se toda essa chuva cair num dia só! Toda a cidade de Kyoto seria engolida por uma enchente. É realmente excelente! [「Ten no Ri - Ti no Ri」『Kashiwagui Kuraji Kyouwashuu (1)』Tenrikyo Doyusha]

A linguagem falada é um importante meio de comunicação entre as pessoas. Graças às palavras podemos transmitir aquilo que pensamos às outras pessoas. Por outro lado, o sentido de uma expressão pode se tornar muito complexa dependendo do espírito ou do ambiente em que foi criada a pessoa que está ouvindo, essa é uma característica das palavras.
Em especial na língua japonesa, usa-se de muitos rodeios com uma linguagem bastante indireta, onde não se diz claramente se é sim ou não. E dentro da língua japonesa, principalmente a maneira de falar denominada miyako kotoba (sotaque de Kyoto) é a mais difícil de compreender. Em um monólogo do raku go (histórias contadas com tom humorístico) denominada, “Miyako no Bubuzuke” , temos:
“Um habitante de Osaka quando foi visitar um amigo em Kyoto, a esposa do amigo por educação oferece tchazuke (arroz embebido em chá) sendo que não havia arroz na casa. Mas o amigo aceita interpretando a oferta de forma direta, causando um curioso tumulto.
Como podemos observar nessa pequena história a complexidade das palavras pode ser descoberta de forma inesperada.”
O famoso escritor de romances, senhor Kyoutarou Nishimura, conhecido por adorar a cidade de Kyoto, há 20 anos é morador daquela cidade. Entretanto, ainda fica confuso com o miyako kotoba:
“- Por exemplo, aqui temos o ookini, esta palavra da mesma forma que arigatou, de acordo com a situação em que é usada, pode significar uma afirmação ou uma negação. O arigatou, de acordo com a situação ou o tom de voz, dá para perceber se é uma afirmação ou uma negação, mas o ookini é quase sempre indecifrável. Ainda, certa vez eu estava andando com meu gueta (tipo de tamanco de madeira) fazendo barulho e alguém me disse, “Eeh gueta desuna!” (Que tamanco bom!). Achei que esta pessoa estava me elogiando, mas na verdade, estava nervoso com o barulho do gueta.”
(「Hanashi no Shouzouga – Kyoutarou Nishimura」『Sankei Journal』edição da tarde de 4 de abril de 2001)

Oyassama freqüentemente esclarecia que não era bom que houvesse diferença entre o pensamento e as palavras. Ou seja, mesmo que esteja ou não, pensando algo do fundo do espírito, se for dito, essas palavras são imediatamente aceitas por Deus e como resposta realiza o kayashi (devolução).
Genjirou, sempre que acontecia algo, consultava as Indicações Divinas (Ossashizu). No Ossashizu há mais de sessenta casos registrados relacionados à Genjirou.
Dentre os Ossashizu podemos observar muitas expressões como estas: “estabeleça um grande espírito” (21 de junho de 1887), “determine o espírito sempre contente” (dezembro de 1887), “possuir um espírito longo” (5 de fevereiro de 1888), “não fervilhar o espírito com pequenos problemas circunstanciais” (4 de setembro de 1890), “O empenho do espírito (...) conceber uma satisfação à pessoa” (25 de março de 1899). Genjirou passou a vida sempre dizendo “excelente, excelente” com relação aos fatos que ocorriam, no entanto, porque será que há tantos Ossashizu?
A resposta para esta pergunta está nas preocupações de Genjirou, que estava sempre com o espírito repleto de dúvidas sobre como poderia conduzir os seguidores. E provavelmente havia as características da região de Kyoto como um motivo para isso. Deus-Parens esclarecia sobre isto compreendendo bem este fator.
Sendo assim, através destes muitos Ossashizu podemos compreender que o “excelente” de Genjirou, que parecia ser uma demonstração de alegria devido à sua personalidade, era na realidade proveniente de um esforço descomunal que alcançava os céus.

火曜日, 10月 30, 2007

Curso para Sucessores do Caminho - em andamento

Renovando agora, a alegria de trilhar este Caminho
Este Caminho, iniciado por uma pessoa apenas ... Oyassama
Todos nós que formos atraídos... por uma profunda intenção
Herdamos o Caminho deixado por Oyassama,
E por isso somos
Sucessores deste Caminho.
Para rever os conceitos, as escolhas...
Para viver o dia-a-dia com ânimo e alegria
Encontrando companheiros, parceiros para dividir idéias, dificuldades,
Encontrar respostas
Encontrar ânimo e força...
Na Terra Parental,
Vamos dar o primeiro passo,
Rumo à Vida Plena de Alegria.

木曜日, 8月 23, 2007

Não há diferenças

Não há distinção entre pinheiro fêmea e pinheiro macho
(Koji Sato, Omiti no Joushiki, Tenrikyo Doyusha)

Era o ano de 1886, havia uma pessoa chamada Eigorou Furuta que era um comerciante de anzóis. A loja tinha muitos fregueses e era considerada a número um de Tokyo.
Num certo dia, veio um homem visitar Eigorou, que estava no escritório no bairro de Kanassuguikami na regional de Shitaya. Este homem se chamava Sasuke Uehara e futuramente se tornaria o primeiro condutor da igreja-mor Azuma.
Eigorou ficou profundamente impressionado ao ouvir pela primeira vez sobre o Tenrikyo do senhor Sasuke e entre as palavras que ouviu estas em especial tocaram seu coração: “Todos os homens são filhos de Deus, somos todos irmãos e não há quem seja melhor ou pior que outro. Não há diferenças entre pinheiro fêmea e pinheiro macho.”
O senhor Eigorou voltando para casa foi logo dizendo à sua esposa Kiku:
- Peço desculpas por chamá-la apenas pelo primeiro nome até agora. A partir de agora a chamarei sempre de senhora.
Pediu desculpas e a partir disso, por toda a vida a chamou sempre de senhora Kiku.
Depois disso o senhor Eigorou se tornou o primeiro condutor da igreja-mor Ushigome, conduzindo muitas pessoas ao caminho, mas jamais se referiu a alguém apenas pelo primeiro nome.
[Eiji Ozaki, Kokoro Atsumete, igreja-mor Ushigome]

A famosa ativista dos direitos das mulheres Raiteu Hiratsuka declarou em 1912 que “Na origem as mulheres eram o sol. ”
Revendo a história da humanidade de fato, como a senhora Raiteu disse, as mulheres viveram por longo tempo tendo seu brilho bloqueado por espessas nuvens. Passando pela era primitiva e com o desenvolvimento da agricultura, as diferenças de classe foram surgindo e com o tempo as pessoas passaram a competir por riquezas, poder e territórios. Com esta disputa, com o choque entre forças, construímos a sociedade baseada na força masculina.
O ideal de igualdade entre homens e mulheres foi surgir apenas depois de muito tempo, na era moderna e os ideais de liberdade e igualdade foram trazidos do ocidente para o Japão somente na abertura cultural da era Meiji. As mulheres só conseguiram o direito de voto após a segunda guerra mundial e a lei que garante o direito igualitário de escolha de emprego para homens e mulheres foi promulgada recentemente. Pode-se afirmar que o caminho para a igualdade entre sexos está apenas começando.
A Oyassama do Tenrikyo, senhora Miki Nakayama, nasceu e viveu como mulher, foi filha e foi esposa. Em 1838 se tornou Sacrário de Tsukihi e assumiu a posição de Parens da humanidade.
E transmitiu o ensinamento para a salvação da humanidade, não apenas pela ponta do pincel, mas também demonstrando ela própria através de seus atos.
Dentro desse contexto, através do verdadeiro ensinamento, esclareceu e indicou o que na época era consenso e eram permitidos os vários preconceitos e discriminações em relação às mulheres.
No Ofudessaki que foi registrado pela própria Oyassama temos, por exemplo:
Destas árvores, não digo pinheiro fêmea ou macho.
A intenção de Tsukihi está em quaisquer árvores. VII-21
Podemos interpretar da seguinte forma:
“Na construção do mundo pleno de alegria e felicidade, para a salvação da humanidade são necessário pessoas (yoboku) que trabalhem como mãos e pés de Deus-Parens. Estas pessoas, não importa se é grande ou pequeno, o status, o sexo ou a idade. São descobertos de acordo com a intenção de Deus-Parens, são atraídos e preparados, sendo educados para servirem como material humano”.
Na época em que Oyassama vivia, no Japão, em muitos locais de ensino que preparavam as jovens moças para o casamento, era usado o escrito Onnna Daigaku (Universidade das Mulheres) que surgiu a partir das produções literárias de Ekiken Kaibara. Tinha no seu conteúdo por exemplo, “a mulher é in (in-you [陰陽]: negativo-positivo; lua-sol; sombra-luz; originário do chinês ying-yang☯). A sombra é escura como a noite. Comparadas com os homens elas são tolas. Devem ser humildes em qualquer situação e obedecer ao marido.”
Para uma época assim, pode-se dizer que o ensinamento de Oyassama foi realmente revolucionário.
Quando Oyassama explicou esse ensinamento, isso ocorreu a mais de setenta anos antes da declaração da senhora Raiteu. Muitas das pessoas que tiveram contato com esse ensinamento eram como o senhor Eigorou, com o corrente e tradicional modo de ver as mulheres, que reviram o modo de ver o casal e passaram a viver de acordo com os ensinamentos.
(Koji Sato, Omiti no Joushiki, Tenrikyo Doyusha)

土曜日, 8月 18, 2007

Serviço Mensal Representativo de Agosto



Férias de verão em Jiba, estudantes do Japão se reúnem no Shuyokai de Estudantes (Etapa colegial) sob forte sol e umidade elevadíssima. Já os estudantes de Tenri, saem de férias, alguns para suas casas e outros para passear depois do suado período de Regresso das Crianças a Jiba.


Outros, como os Seminaristas do Curso de Shuyoka, retornam ao ritmo das aulas, das madrugadas acordadas para "alegre" limpeza do Recinto de Reverência.


E assim, o yohaishiki foi realizado no dia 12 de agosto com a presença de alguns estudantes, seguidores e a organização. Mesmo não tendo completado todos os instrumentos, todos se esforçaram, e ao final se confraternizaram no almoço à moda brasileira, com direito a feijão e lazanha!!

金曜日, 7月 27, 2007

Final

© Depto. de Missões Exteriores

Ensaio-Geral do Serviço. Seriedade e competência na execução dos hinos


© Depto. de Missões Exteriores

Hinokishin nos corredores do Recinto


© Depto. de Missões Exteriores

Descontraídos e esperando algo, o que será?


© Depto. de Missões Exteriores

Ao final da despedida


Retornando a Jiba, ainda tivemos o treino de Solenidades, para a realização do Ensaio Geral do Serviço, onde todos conseguiram realizar animadamente o Serviço. Também o hinokishin nos arredores e corredores do Recinto de Reverência.
O Curso de Português participou do Ensaio-Geral do Serviço (Manabi) juntamente com o curso do Inglês I. Executando os Hinos IV, V e VI , foi possível conferir a união do grupo na realização deste ensaio, deixando todos surpreendidos pela seriedade e empenho dos participantes.
Conseguimos ver de perto o Serviço Mensal da Sede e ver as máscaras de Kagura, um momento inesquecível.
E no dia 26, participaram do desfile Parada de Oyassato, e após o desfile, foi realizada uma festa de despedida organizada pelos encarregados em que todos se emocionaram por mais um seminário de muito sucesso.

月曜日, 7月 23, 2007

Caravana Missionária II

© Depto. de Missões Exteriores

Oratória de rua em Hiroshima


© Depto. de Missões Exteriores

Transmitindo o ensinamento as pessoas de Hiroshima de porta em porta


© Depto. de Missões Exteriores

Distribuindo panfletos próximo ao Museu da Paz, em Hiroshima


© Depto. de Missões Exteriores

Distribuindo panfletos próximo ao Museu da Paz, em Hiroshima


© Depto. de Missões Exteriores

Em frente ao Museu da Paz


© Depto. de Missões Exteriores

Em frente ao parque





Caravana Missionária

© Depto. de Missões Exteriores

Partida para a Caravana Missionária


© Depto. de Missões Exteriores

Ouvindo atentamente as explicações na Instituição Nogiku


© Depto. de Missões Exteriores

Uma divertida confraternização


© Depto. de Missões Exteriores

Kaminanagashi em Hiroshima


© Depto. de Missões Exteriores

Hino Yorozuyo em frente ao parque


"E depois nos preparamos para a Caravana Missionária em Hiroshima. Antes de chegarmos ao Centro Missionário de Hiroshima, visitamos o Instituto Nogiku, e sentimos na pele o quanto não damos por muitas vezes o devido valor ao nosso corpo, que é um empréstimo de Deus-Parens. São “pessoas especiais” que sentem o prazer de estarem vivas, a alegria sincera, mesmo em dificuldades.
Em Hiroshima, sentimos Oyassama eternamente viva mais próxima, um momento onde todos dedicaram animadamente na transmissão deste caminho as pessoas que são de Hiroshima e aos turistas que ali se encontravam. Independente de falar o idioma ou não, todos foram com a cara e a coragem realizar a divulgação e assim muitas pessoas conseguiram ministrar o Sazuke. A divulgação é difícil, mas não impossível, assim conseguimos sentir um pouco das dificuldades que os nossos primeiros desbravadores tiveram quando foram ao Brasil transmitir este Caminho e o nome de Deus-Parens."

Serviço Mensal Representativo de Julho

No dia 08 de julho foi realizado o Yohaishiki- Serviço Representativo do Tsukinamissai da Sede Missionária do Brasil. Um dia de muito sol em meio a muitos dias de chuva desta época chamada "tsuyu" (período de chuva predominante desta época junho-julho).

Com a presença de mais de trinta pessoas, o Serviço foi realizado animadamente, com a presença de muitos jovens estudantes e também alguns regressantes que vieram participar do Seminário de Oyassato a se iniciar no dia seguinte.

Após o Serviço, todos receberam as palavras de saudação do Responsável do alojamento Brasil Canada, que agradeceu a presença de todos e o empenho da organização para conseguir realizar este Serviço nesta data tão atarefada às vésperas do Seminário.

Todos ainda participaram, animadamente do hinokishin de preparo do almoço, e confraternizaram-se no delicioso almoço.

火曜日, 7月 17, 2007

A Caminhada de Jussan-Togue

© Depto. de Missões Exteriores

Todos se aquecendo em frente ao TLI


© Depto. de Missões Exteriores


Partida para a caminhada de Jussan-Tougue


© Depto. de Missões Exteriores

Dançando o Hino Yorozuyo


© Depto. de Missões Exteriores

Chegada no alojamento do TLI


"No dia 16 de julho, todos os cursos do Oyasato Seminar (chinês, português e inglês ) participaram da Caminhada do Jussan-Togue, que foi cheio de surpresas, do seu inicio até a chegada ao Recinto de Reverência, tudo o que não imaginávamos aconteceu. Chegando à estação de trem Hyotanyama, o que parecia impossível aconteceu, a chuva veio com toda força, parecia que não era para caminharmos, mas passadas algumas horas a chuva se foi e a partir daí começamos a subir a montanha. Algumas pessoas sentiram dificuldades, mas todos se ajudando conseguiram cada um no seu ritmo chegar ao topo da montanha. Foi uma caminhada árdua durante o percurso inteiro, pois chovia e parava até a chegada em Tenri. “Chuva!!”, não, foi literalmente um pé d’água que caiu em nossas cabeças, não pensem que foi uma chuva qualquer, mas sim uma chuva para lavar a alma, sentir de verdade as providências de Deus-Parens que nos concede diariamente. Uma caminhada inesquecível para todos nós."

月曜日, 7月 16, 2007

Primeiros Dias III

© Depto. de Missões Exteriores

Os seminaristas


© Depto. de Missões Exteriores

As seminaristas


© Depto. de Missões Exteriores

Em frente ao colégio Kyokogakuen


© Depto. de Missões Exteriores

Confraternização com os alunos do colégio


© Depto. de Missões Exteriores

Igreja-Mor Umetani




Primeiros Dias - II

© Depto. de Missões Exteriores

Após o Serviço da Manhã


© Depto. de Missões Exteriores

Durante o Manabi noturno


© Depto. de Missões Exteriores

Oboti


© Depto. de Missões Exteriores

Sanmaiden








Primeiros Dias

© Depto. de Missões Exteriores

Após receberem o Dom da Concessão, às vésperas do Seminário de Oyassato

© Depto. de Missões Exteriores


Curso de Português do Seminário de Oyassato posa para a foto oficial

© Depto. de Missões Exteriores

Aula de Instrumentos Sagrados feminino

© Depto. de Missões Exteriores

Aula de Instrumentos Sagrados masculino

© Depto. de Missões Exteriores

Aula de Dança Sagrada

"Deu-se início no dia 10 de julho o XV Oyasato Seminar - Portuguese Course. Assim, 18 jovens brasileiros foram chamados por Oyassama para participar num dos maiores eventos da Sede voltado para a formação de recursos humanos do exterior. A atividade mobiliza mais de 100 funcionários e auxiliares para organizar 4 cursos em 3 línguas: inglês, português e chinês. Hoje (16 de agosto) encerra a sua primeira etapa com o término das aulas e atividades culturais restando somente a Caminhada de Jussan Togue e Caravana Missionária na província de Hiroshima."

Poder servir a Deus

(Koji Sato, Omiti no Joushiki, Tenrikyo Doyusha)


Yossaburou Miyamori ingressou no caminho ao ser salvo de uma dor no braço. Voltando para casa o braço tornava a doer e visitando Oyassama a dor sarava inexplicavelmente, por isso passou a morar na Residência, tinha na época 23 anos.
Quando Yossaburou visitou a Residência pela primeira vez, Oyassama explanou:
- Gostaria de ter um filho bem atencioso como yokebito.
Yokebito significa a pessoa que não será herdeira da família.
Yossaburou era o terceiro filho, a simplicidade em pessoa, um jovem de boa índole que tinha uma personalidade esmerada e assim capaz de compreender a razão.
Desde que passou a morar na Residência, dia após dia varria o portão, limpava os quartos, cuidava da horta, capinava os morros e ainda, cuidava da lenha e ajudava na cozinha da casa de banho que existia para facilitar a vinda das pessoas que vinham fazer reverência. Fazia todos os tipos de serviço sempre sem reclamar.
A inteligência e o esforço são coisas indispensáveis para enriquecer a vida das pessoas. Como meio de vida, cultivamos plantas e criamos animais, comercializamos mercadorias, fabricamos novos objetos, tudo isso se vai dar certo ou não, depende do conhecimento e da capacidade de cada um.
Por isso, quando as coisas vão bem, infelizmente as pessoas acabam pensando “que eu fiz”, “que nós fizemos”, é muito fácil ficar com este espírito. Interpretando as coisas demasiadamente desta forma não é raro que acabe destruindo a si próprio.
O espírito humano fica facilmente coberto de ambição e arrogância, mas abrindo os olhos para Deus-Parens, poderá sentir que está sendo vivificado, tornando-se humilde, e suas palavras e atos tornar-se-ão modestos. Ainda, não conseguirá mais ficar alheio às angústias e limitações dos próximos, e todos os fatos passam a ser interpretados como se fossem consigo mesmo.
Oyassama sempre dizia a Yossaburou:
- Se achar que é para você próprio isso se torna seu, mas se fizer achando que é de outrem isso se torna de outra pessoa. (「Miyamori-sensei-no-ohanashi」, Michi-no-Tomo, julho de 1918)
Em tudo, se fizer interpretando como seu, não dizendo para as outras pessoas “eu farei por você”, “eu farei para você” mas assumindo a postura de, “permita-me fazer”, “dê-me a honra de poder fazer”. Esta sim é a forma de agir de acordo com o ensinamento.
Yossaburou se tornou um mestre do ensinamento de “dê-me a honra de poder fazer”.
Na época em que Yossaburou começou a morar na Residência coincidiu com o período em que as fiscalizações das autoridades oficiais tornaram-se mais rigorosas. A polícia chegou a advertir sobre a casa de banho que: "Não é adequado que as pessoas se reúnam e pernoitem obscenamente”, entretanto essa era a estratégia adotada para proteger os seguidores que vinham visitar Oyassama.
O mestre Shuji, primogênito de Oyassama, chegou à conclusão que “A repressão e as interferências acontecem porque o ensinamento não está legalizado”, e para criar uma igreja legalizada tomou a decisão de ir ao templo Jifuku no monte Kongo para intermediar a legalização.
Sobre isso, Oyassama disse:
“Não façam tal coisa. Deus-Parens se retirará.”
Proibiu severamente, mas o mestre Shuji pensando em Oyassama e nos seguidores, convicto de que era a melhor alternativa tomou a decisão de, mesmo assim, ir ao templo Jifuku.
A jovem esposa de Shuji, senhora Matsue disse: “Será que alguém não poderia ir?” insistindo para que alguém o acompanhasse. Entretanto, devido às palavras de Oyassama, que dissera “Deus-Parens se retirará”, era óbvio que todos ficassem hesitantes.
Nisso, Yossaburou certamente pensou “isto é para mim mesmo”. Não podendo deixar o mestre Shuji, que tinha o problema na perna, ir sozinho, se prontificou a acompanhá-lo. Era o ano de 1880.
Nesse ano, graças a isso foi inaugurada uma igreja nos moldes budistas, mas no ano seguinte, o mestre Shuji retornou aos 61 anos e no ano seguinte a senhora Matsue retornou como que acompanhando os passos do marido aos 32 anos de idade.
Com isso Yossaburou teve a convicção de que seria o próximo, então pediu dispensa dos trabalhos na Residência e saiu para a salvação rumando para o norte. Construiu o que serviu de base para a constituição das atuais, igreja-mor Umetani e igreja Tahara e ainda continuou a prestar serviços na Residência, retornando aos 80 anos de idade na véspera da celebração do 5º Decenário de Oyassama. Acredita-se que isso foi graças à sua fé de “dê-me a honra de poder fazer”.

水曜日, 6月 13, 2007

Serviço Mensal Representativo de Junho

© Karina Naomi Nomoto


Na estação de grandes e volumosas hortências e de tempo predominantemente chuvoso, o Serviço Mensal Representativo da Cerimônia Mensal de Junho foi realizado em dia ensolarado (10/06) possibilitando a presença de mais de 30 participantes que muito animados, realizaram o Ensaio do Serviço.

Tendo ao centro o Responsável pelo alojamento Professor Kuwamura, a organização tem se empenhado em manter a realização do evento como maneira de fazer a transmissão horizontal e a confraternização entre brasileiros e pessoas relacionadas, que aumenta a cada mês.

Após o Serviço, foi servido um delicioso almoço "à brasileira", com direito a bolo de aniversariante como sobremesa! Apesar da época atarefada devido aos preparativos do Seminário de Oyassato, a organização prevê a realização do próximo Serviço no mês de julho, dia 8.

© Karina Naomi Nomoto

© Karina Naomi Nomoto


Alegria e descontração no almoço de confraternização



© Karina Naomi Nomoto


金曜日, 6月 01, 2007

Serviço Mensal Representativo de Maio


© Karina Naomi Nomoto

Todos animados, e empenhados nos instrumentos sagrados.

Foi realizado no segundo domingo, dia 13 de maio, o Serviço representativo de maio. Contando com a participação de muitos brasileiros e pessoas relacionadas, o Serviço foi realizado animadamente com muita alegria pelos participantes, além de sermos agraciados com um dia de céu azul e de muito calor.
Encerrado o Serviço, tivemos o almoço, preparado com a ajuda de todos. Desta vez, como era um dia especial, o Dia das Mães, também não esquecemos de dar as felicitações as mães presentes e agradecer a nossa eterna mãe.

© Karina Naomi Nomoto


Almoço de confraternização

© Karina Naomi Nomoto

Dança Sagrada

© Karina Naomi Nomoto

Apresentação dos que vieram pela primeira vez neste novo ano.


© Karina Naomi Nomoto

Dividindo tarefas e multiplicando alegrias no preparo do almoço.



土曜日, 5月 12, 2007

O que é "Satori"?




O que se diz “satori”
Satori, palavra japonesa muito utilizada nos textos da Tenrikyo, e também muito citada nos textos originais. Vem do verbo “satoru” e são utilizados dois kanjis 悟る e 覚る dos quais o segundo é mais utilizado com a forma de ler “oboeru”, que significa aprender.
Sabe-se que os textos originais, foram escritos em hiragana, ou seja em uma escrita sem ideogramas, o que permite (independente se bom ou ruim) interpretações variadas.
No dicionário temos como tradução os significados de “Satori - compreensão, o entendimento, a intuição, a percepção.” “Satoru – ver, perceber, intuir, se dar conta de algo” E assim é utilizada, tanto no japonês como no português, principalmente quando ocorrem fatos e discutem-se ou orientam a forma de compreender e aceitar a situação, sem julgar, mas sim, vendo a lógica, a natureza das circunstâncias e a intenção de Deus-Parens.
Num certo livro, estava escrito que essa tal compreensão chamada Satori, é nada mais que uma maneira de elaborar a forma de pensar, ou seja, buscar, idealizar, imaginar, planejar uma forma de pensar melhor... analisando o kanji 悟る, o lado esquerdo é uma flexão do ideograma 心 kokoro, que tem o significado de coração, espírito, alma. E o lado direito é 吾tem o significado de “eu próprio”, ou seja, este ideograma diz que o espírito é seu, então essa compreensão ou entendimento não se refere ao fato de julgar se determinado fato é bom ou ruim, mas “vou pensar desta maneira, se eu encarar desta forma poderei me contentar e certamente as pessoas ao meu redor também”
A respeito do 覚り, há um trecho do livro “80 anos do Caminho” onde o mestre Massui explanou algumas palavras ao mestre Matsumura, que estava enfermo e sem prognóstico médico. “Pude compreender (satoru) como se fosse uma revelação dos céus, e tivesse acendido a luz em meu espírito” Este seria o tradicional compreender. Só para elucidar, a explanação do mestre Massui foi “Se o espírito desmoronar, o corpo também irá desmoronar; se o espírito morrer, o corpo também irá morrer; se o espírito tiver vida, o corpo também terá vida. O corpo é coisa tomada emprestada de Deus-Parens, portanto não há nada que se preocupar”. Com estas palavras, o mestre que já estava gravemente enfermo, pôde neste momento, não com a cabeça, mas do fundo do coração, compreender que o corpo é empréstimo de Deus-Parens.
Mas não é só isso, existe uma forma de escrever 差とり(sa-tori) cujo ideograma 差(sa) significa diferença, e me ensinaram que se pode interpretar com o sentido de tirar a diferença. Entre Deus e os homens há uma grande diferença, a cada vez que buscamos satoru (compreender), podemos sa-toru (tirar a diferença) e nos aproximar cada vez mais de Deus-Parens, talvez poético para japonês e tenrikiano ouvir: satoru e satoru é sa-toru, que por sua vez é o mesmo que evoluir espiritualmente.
Evoluir espiritualmente é a forma de caminhar aproximando-se do desejo do Parens (oya), Compreendendo (悟りsatori) em cada situação a que se depara, aprendendo (覚りsatori) a cada grande problema ou doença e assim podendo tirar cada vez mais a diferença (差とりsatori) entre o espírito do homem com espírito de Deus-Parens e assim, com os espíritos dos homens se aproximando cada vez mais do desejo de Deus-Parens penso que é a maturação espiritual, ou seja, satori = 悟り+覚り+差とり= maturação espiritual.
Seja qual for o kanji utilizado, vamos satoru mais e mais!

火曜日, 4月 24, 2007

Ensaio do Serviço Sagrado

Todos os meses, é realizado no Alojamento Brasil Canadá o Serviço Representativo da Cerimônia Mensal da Sede da Igreja Tenrikyo Dendotyo do Brasil.


© Karina Naomi Nomoto

No mês de abril, houve o Bazar do Tasukeai-net realizado pelo Departamento de Missões Exteriores para angariar fundos para doação em programas de auxílio internacional, que teve a presença de muitos brasileiros residentes e/ou estudantes em Jiba. Mas devido a coincidência das datas, não foi possível a realização do Serviço Representativo.

© Karina Naomi Nomoto


Assim, para manter o vínculo, receber os novos alunos e manter o contato, foi realizado um Ensaio do Serviço Sagrado (manabi) que reuniu cerca de vinte pessoas e a organização também preparou um delicioso almoço para todos, com direito a bolo para os aniversariantes do mês.

© Karina Naomi Nomoto

© Karina Naomi Nomoto